26 março 2009

A vista da minha janela

Estou no Acre há dois meses e só vi a mata pela janela. Tenho escrito - pouco, admito, mas irei intensificar a atividade - sobre a vida urbana em Rio Branco, que reserva surpresas para quem cai de paraquedas por aqui, como eu. Aspectos banais da vida dos agora acrianos são, para uma forasteira como eu, grandes novidades.
No entanto, quem me lê deve estar pensando "Amazönia? Mas cadê a floresta?" É eu sei. E pretendo preencher essa lacuna da minha vida amazônica em breve, breve mesmo.
Ouvi dizer que bem próximo à capital existe uma reserva indígena. Segundo a responsável pela pasta de turismo do Governo do Estado, conhecida por muitos estrangeiros e ignorada por muitos habitantes locais. Pretendo conhecê-la nos próximos dias. Claro que, primeiro, preciso saber onde fica e como se chega lá.
Já visitei uma reserva indígena no Paraná, localizada num município chamada São Sebastião da Amoreira, no norte do estado. Lá, várias famílias produziam seus artesanatos, como cestas de palha e colares, que eram vendidos pelos responsáveis nas cidades vizinhas. Lá vi crianças correndo sem medo de serem atropeladas, expostas ao risco de se machucarem, como é digno da infância.
Era uma espécie de chácara comunitária em que reinava a harmonia e uma dura hierarquia. Talvez possa esperar o mesmo modelo da reserva acriana que pretendo conhecer.
Mas ainda não é o bastante. Estou cada vez mais sedenta por conhecer o estado como um todo, navegar pelos rios até cidades vizinhas e até, quem sabe, encarar uma viagem de barco de sete dias até Santa Rosa do Purus. Fico imaginando quanta coisa bonita, assustadora, encantadora, ou simplesmente diferente posso encontrar pelo caminho.
Farei isso em breve.

4 comentários:

JOSÉ CARLOS BALAN disse...

O que seria deste país não fossem os desbravadores, aqueles com coragem de enfrentar distâncias e descobrir valores. Desbravar não é apenas abrir caminho na floresta, mas também levar algo de novo, como escrever bem e com o coração.

JOSÉ CARLOS BALAN
Advogado

C.Forasteira disse...

Realmente, espero que a minha experiência contribua em algo, nem que seja apenas para crescimento pessoal.
Obrigada pelo comentário Balan, espero novas visitas.

Luana disse...

São Sebastião da Amoreira faz parte desta maravilhosa etapa da minha vida que foi Ibaiti. Passei por lá todas viagens a trabalho. Não sabia que S. S. Amoreira tinha reserva indígena! Só sei que é a cidade com maior concentração de botecos por habitante que conheço!!
beijos, comparsa!!

C.Forasteira disse...

São Sebastião da Amoreira realmente não tem reserva indígena Lu, quis dizer São Jerônimo da Serra!!!
Valeu o alerta, beijos.