08 julho 2008

La vie en Acre...






Índios, mato por todos os lados, um calor infernal...
Vim para o Acre com essa visão limitada que muitos de nós, sulistas, temos da região norte do país. Desses tópicos, o último é verdadeiro. O termômetro que não baixa dos 25 graus me atinge de forma peculiar; todos ao meu redor estão acostumados a suar em bica todo o dia e o barulho de ventiladores e ar condicionado já não os incomoda. Mas, para mim, tem sido um tormento que culmina com dores de cabeça e muito cansaço.

Fora essa característica comum a toda à região, a cidade de Rio Branco é considerada uma das melhores capitais do norte (em Boa Vista, Roraima, por exemplo, só existe internet discada!) Toda reformada, sua área central merece elogios pela conservação (exemplo é o Palácio do Governo, na foto). No entanto, a poucas quadras do centro torna-se visível o que considero o maior problema da capital: a falta de infra-estrutura urbana.

No bairro em que estou hospiedada, bem próximo do centro, há poucas calçadas, montes de areia acumulam-se nas laterais das ruas (foto) e há esgoto a céu aberto. Dia desses, quando ia ao mercado, deparei-me com um rato transitando por ali. Carências que nos são comuns apenas nas periferias existem, aqui, na área central.

Isso talvez justifique-se pelo pouco tempo de existência do estado, que comemorou no último mês 46 anos de emancipação política e, possivelmente, o início de seu desenvolvimento efetivo. Uma paranaense que chegou aqui na década de 70, disse-me que o Acre naquela época assemelhava-se com o Paraná de 1950. Tomando essa conta como parâmetro - mas levando em consideração o desenvolvimento nacional mais acelerado - suponho que nos dias atuais os acreanos convivam com problemas comuns no sul de dez anos atrás.

Por enquanto, isso é, para mim, o Acre.

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