03 janeiro 2008

Chegamos a 2008


2008 chega para nós com a prerrogativa de um ano realmente Novo. Foi o que disse a taróloga que entrevistei para uma reportagem de fim de ano. Renovação na política local, acirramento do aquecimento global e problemas familiares causados pelo uso de drogas foram algumas das "adivinhações" da minha entrevistada.

Ok. Novidades até aí? Não. Nunca vi alguém dizer que no ano que chega tudo correrá na normalidade, como vinha acontecendo no anterior. "Não haverá mudanças drásticas. Talvez uma perda de emprego aqui, uma conquista ali, nada de determinante que possa classificar esse ano como NOVO". O vidente que disser isso estará com os dias fatalmente contados na carreira profética.

Por que? Porque somos insatisfeitos. Corremos atrás de pessoas que possam nos dizer que algo irá melhorar, mesmo que estejamos com a vida tranqüila. Queremos sempre mais, embora pouco façamos para conquistá-lo.

Fiz uma simpatia na noite de Ano Novo. Comi cinco sementes de romã e depois joguei outras sete para trás. Claro que não sem antes fazer um pedido. Ok. Não me considerado supersticiosa, mas nunca se sabe... Prometi mil coisas para mim mesma as quais sei, agora, que não cumprirei a metade.

Jurei ir à missa com mais freqüência;

Dizer a meus pais e irmã que os amo diariamente;

Passar mais tempo com meu namorado;

Distribuir currículos na cidade grande;

Dar idéias inovadoras no trabalho;

Cortar o cabelo e aceitá-lo como é;

Fazer atividade física;

Comer mais rúcula e menos chocolate;

Beber menos cerveja;

Ligar para os antigos amigos;

Ler mais e escrever na mesma quantidade;

Comprar um carro;

Sair de casa;

Etc.

Mas amanhã, acordo e tudo continua igual, sem que chegue o momento epifânico em que começarei a agir em benefício de meu pedido feito às romãs. Ou será que elas agem por conta própria? Quem me ensinou a simpatia não deixou isso claro...

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