28 dezembro 2006

HONESTIDADE

Recebi um e-mail fantástico hoje contendo a resposta de uma candidata à vaga de uma empresa quando a questionaram: Você tem experiência? Ela respondeu com uma belíssima redação sobre todas as experiências sentimentais, de amor fraterno, que havia vivenciado. Ao lê-lo, o texto me remeteu a uma história contada por uma pessoa muita querida, sobre Honestidade. (permita-me adaptações)

O sorveteiro passava pela rua todos os dias enquanto Flavinho e os irmãos brincavam. Ele apenas olhava para o pai, pedindo um picolé, mas esse sempre respondia com uma balançada negativa de cabeça. Em um dia que ficou marcado na memória de Flavinho, seu pai, surpreendentemente, sacudiu a cabeça em outro sentido. Correu até ele com as mãos aparadas para receber as moedas e parou o sorveteiro.
-Tio, eu quero um de uva!
-Pode pegar. E os seus amigos?
O coro logo se formou ao redor de Flavinho.
-Limão! Morango! Manga!
Quando todos haviam pegado seus preferidos, ele perguntou ao senhor, já suado da caminhada diária.
-Quanto é?
-25 centavos cada um.
Flavinho deu uma nota de 5 reais para o senhor, que a olhou com pesar.
-Olha, meu filho, eu não sei contar, mas confio em você – abriu a carteira cheia de moedas – pegue aqui o seu troco.
O menino tinha ali a primeira prova de honestidade de sua vida. O pai o olhava a distância, querendo avaliar o caráter de seu filho. Flavinho contou 3 reais e 25 centavos e agradeceu ao senhor, pedindo que voltasse no dia seguinte.
-Eu volto meu filho, que Deus o abençoe.