04 setembro 2006

Cobertura viciada

Há de se ter muito cuidado para trabalhar com jornalismo em época de eleição. Podemos cair com facilidade em coberturas viciadas e, tristemente, somos repreendidos com freqüência pelos interesses de nossos patrões. Assim, acabamos exilados em coberturas parciais.
Tenho como parâmetro meu pequeno mundinho. Uma proposta de entrevista com todos os candidatos ao governo do estado (todos, e não só os ‘principais’) foi recusada, bem como a idéia de responder dúvidas dos ouvintes sobre o processo eleitoral. No entanto, um dos ‘principais’ esteve na região e a cobertura foi maciça. Não me lembro de isso ter acontecido com a vinda do principal opositor do candidato a reeleição, quando este esteve na cidade.
Após veicular a entrevista de quase três minutos, fui questionada por um companheiro de trabalho (que não é jornalista) se não era errado aquela 'propaganda' durante o jornal. Respondi que não era certo e me peguei pensando que não havia percebido isso até aquele momento.
Isso é o mais grave!

Um comentário:

Luana disse...

Ainda bem que sempre tem alguém para nos dar um toque!
beijos!
sucesso!