10 agosto 2006

"Era uma vez... Cristovam Buarque"

O título não é pejorativo, de modo algum. Concordo com a prioridade que o candidato do PDT dá a educação. Refiro-me apenas à fala calma, transmitindo certa fragilidade, como se fosse um ser fictício, utópico.
Depois da entrevista de Buarque ontem, no Jornal Nacional, fiquei com a impressão de que ele seria capaz de colocar tudo em seus devidos lugares no Brasil, porque dá prioridade à coisa mais importante e necessária: a educação.
As idéias dele são coerentes, no entanto, a corja que certamente o rodearia se fosse eleito não permitiria a execução delas, já que o dinheiro teria que sair limpinho para os projetos dele. Isso, como se sabe, parece impossível aos políticos brasileiros.
Em resumo, Buarque não se deixou acuar pelos entrevistadores que pareciam querer vê-lo cair em contradição e fraquejar. Até agora, Alckmin foi o que pareceu mais medroso e não soube aproveitar o tempo de entrevista para apresentar projetos.

Agora, o que significou aquela pergunta do William Bonner sobre o analfabetismo? Não sei se propositadamente, mas demonstrou uma falta de noção, parecia pergunta de “foca”.
O desempenho dele e da Fátima Bernardes ontem foi pífio, medíocre. Desde o primeiro dia eles estão usando os escassos onze minutos para fazer pegadinhas com os candidatos, mas ontem extrapolaram.

Um comentário:

Luana disse...

Isso sem contar a sequência de interrupções e de perguntas testando a inteligência do candidato, do tipo "Mas de onde sairia esse dinheiro?" Como se o cristóvão buarque não soubesse responder... mas respondeu!