15 agosto 2006

Debate amistoso

O debate de ontem dos candidatos à presidência da República foi bom, produtivo. Gostei de ver a cadeira reservada para Lula vazia ao lado de Heloísa Helena e era óbvio que ele não iria encarar um debate na posição em que se encontra. Uma, porque está na frente nas pesquisas. Outra, porque, se comparecesse perderia pontos, já que sua inferioridade intelectual seria confrontada com a inteligência de Cristovam Buarque e ele não entenderia 10% do que Heloísa fala. Além da astúcia de Geraldo Alckmin e da surpresa da noite: José Maria Eymael. Senti que Luciano Bivar estava um tanto quanto perdido.
Na primeira parte, quando foram feitas perguntas de candidato para candidato, o clima era amistoso. Confesso que não assisti o primeiro bloco, mas me informei de que Buarque, ao ser perguntado por Heloísa, se solidarizou com a candidata antes de responder a questão. Ele criticou o PT por espalhar comentários de que ela acabaria com o Bolsa Família.
As perguntas eram feitas conforme a conveniência. Como havia réplica e tréplica, parece óbvio que cada um faria a pergunta sobre um tema interessante para que ele próprio pudesse replicar. Quando os jornalistas Franklin Martins, Joelmir Beting e José Paulo de Andrade iniciaram as perguntas, aí houve algumas provocações. Mas nada que esquentasse o clima.
Os cinco candidatos presentes lembraram a todo o tempo a falta do presidente Lula (o que a candidata do Psol chamou de desrespeito ao eleitorado) e fizeram críticas duras ao governo (como era previsível).
A Rede Globo não anunciou nenhum debate, apenas entrevistas. Porém, é de esperar que eles queiram fazer o último antes das eleições. E aí sim, com a presença de Lula. Se isso acontecer, obviamente será após algum 'acordo entre amigos'.

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