13 julho 2006

É guerra sim!

Estava sozinha, meus amigos haviam saído do ônibus correndo e eu não os avistava mais.
Fiquei desesperada quando aqueles homens sem identidade entraram no coletivo e atearam fogo. Gritavam que o problema não era com a gente, mas com o governo. Não entendi nada, só senti medo.
Pensei em ficar parada ali, observando o transporte que me levaria ao trabalho se transformar em cinzas. Ao invés disso, corri até o módulo policial mais perto e clamei por socorro.
Neste momento, ouvi sirenes e o policial pediu que eu me acalmasse porque os bombeiros já estavam chegando. Sentei no meio fio e chorei por quase uma hora seguida. Meu pai trabalha como carcereiro e tive medo de que fosse a próxima vítima dos ataques. Foi então que tive a infeliz idéia de pedir ajuda policial ao mesmo rapaz a quem eu havia contado do ônibus em chamas.
Ele estava sentado na cadeira, com os pés sobre a mesa, descascando uma maça e ouvindo as notícias da rádio. Perguntou-me se meu pai havia sido ameaçado, respondi que não, mas que temia pela profissão dele. Ouvi um "não posso fazer anda" como resposta e saí de cabeça baixa.
Foi aí que quatro homens em duas motos passaram atirando no módulo e eu me agachei ao lado da construção. Vi que eles perceberam a minha presença e, talvez porque um deles estivesse sem capuz, me agarraram e levaram na moto com eles. Não sabia se o policial do módulo fora atingido, se sobrevivera ou se pedira reforços contando que eu havia sido levada, mas não importa. Resolvi conversar com aqueles homens.
Eles iam me abandonar em um terreno baldio e talvez atirar nas minhas costas quando estivessem saindo, mas não fizeram isso. Contei que havia presenciado a queima do ônibus e que temia pela vida do meu pai. Um deles fez uma ligação não identificada e perguntou se o nome de meu querido pai estava na lista. A voz do outro lado respondeu que não, mas que acidentes acontecem. Fiquei desesperada e pedi pela vida da minha família. O mais velho deles me fitou sério e disse que se eu colaborasse eles dariam proteção à minha família. Concordei imadiatamente.
No outro dia, passei pelo módulo e vi que o mesmo policial estava lá, sentado, comendo maça e ouvindo seu rádio por trás dos vidros com buracos de bala. Atirei nele.

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É triste pensar que os bandidos têm mais condições de assegurar a vida de seus protegidos do que a polícia de garantir a ordem em uma cidade como São Paulo. Para os paulistanos, guerra não é mais aquilo que acontece apenas no Oriente Médio. Infelizmente, eles têm convivido com ataques tão freqüentes quanto os da Faixa de Gaza. E ainda têm que tolerar um governador que recusa ajuda do governo federal porque "tudo está sob controle". Um caos!

10 julho 2006

Eleições

O TSE já divulgou a lista de pessoas inelegíveis. Elas ainda podem recorrer, infelizmente, porque, se constam nessa lista, coisa boa não fizeram! Confira os nomes no link abaixo. Eles estão divididos por Estado.
http://www2.tcu.gov.br/pls/portal/docs/PAGE/TCU/CONTROLE_EXTERNO/
RESPONSABILIAZACAO_PUBLICA/RESPONSAVEIS_CONTAS_
IRREGULARES/OPCAO2_10_07.PDF

A campanha já começou!!! Huhuhu

08 julho 2006

Time da 'cervejinha'

DA FOLHA DE S. PAULO
Alguns jogadores da seleção brasileira não se cuidaram direito antes e durante a Copa do Mundo. Abusaram das baladas e não deixaram de tomar cerveja e, ao menos dois deles, de fumar. Essa é a opinião de alguns evangélicos da equipe, como Kaká e Zé Roberto. O principal alvo é Roberto Carlos, que estava quase agachado no momento em que Henry fez o gol que eliminou o Brasil. Tanto Ronaldo como Roberto Carlos estavam fora de forma e pouco se movimentaram em campo.

De quem é a culpa por tanto desleixo e desrespeito com a torcida brasileira? Dos jogadores? Do técnico Parreira? Não, da Rede Globo!
Quem nesse país endeusa os jogadores e manda a Fátima Bernardes para a terra da Copa sem entender nada de futebol, só para ficar puxando saco e perguntando ao "fenômenos" como eles se sentem após qualquer partida ridícula?

CONTINUA...
Sobre Ronaldo, pesa outra acusação. Pelo menos dois atletas disseram a amigos que o atacante estava mais preocupado em quebrar o recorde de gols em Copas do Mundo. Semelhantes críticas veladas foram feitas ao capitão Cafu, que se tornou o brasileiro com mais jogos em Mundiais.

Grande feito ter o maior número de jogos pela seleção jogando de maneira ridícula na última Copa do Mundo, além de atrapalhar o desempenho do time. Quanto a Ronaldo, pensem no peso que ele carrega (fora o natural), tendo que honrar seu pseudônimo (Fenômeno) e obrigado a jogar por conta do contrato milionário vitalício com a Nike.
Pensando bem, não o censuro por querer tomar uma cervejinha para desabafar...

07 julho 2006

Mais uma super oferta

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Calma, não sou eu que estou vendendo. Recebi esse e-mail hoje e queria atentar para o detalhe em azul no texto. Nunca confie em alguém que não sabe a diferença entre "descrição" e "discrição". Primeiro, porque as pessoas que estão vendendo eses diplomas certamente não têm ensino superior, senão saberiam a dificuldade que é concluir uma graduação. Depois, no meio do seu "diploma" pode estar escrito algo como "concrui o curso de..."

06 julho 2006

Tirei um tempo nesta manhã para visitar os meus blogs favoritos, talvez para me livrar da "culpa" de não estar atualizando o meu. Funcionou! Percebi que a maioria dos meus amigos não posta uma mísera frase há alguns dias. Em em três "blogs masculinos", em especial, as postagens pararam na derrota do Brasil para a França na Copa do Mundo.
O último post de um dos mais otimistas dizia "Quero a final entre Brasil e Argentina"; outro ainda comentou a eliminação dos "hermanos", mas nada sobre seleção brasileira... Apenas a Lu comentou o fato trágico do último sábado. Talvez porque tenha mais facilidade em aceitar a eliminação.