05 junho 2006

Continua a polêmica...

O governo do Irã voltou a prevenir os Estados Unidos hoje. O aiatolá de nome impronunciável (Ali Khamenei) disse que os embarques de petróleo do Golfo Pérsico podem ficar comprometidos se os norte-americanos derem um passo errado. Segundo o aiatolá, "para ameaçar o Irã, vocês [os EUA] dizem que podem garantir os movimentos de petróleo nessa região, mas eles deveriam saber que qualquer mau comportamento colocaria em perigo a segurança do setor de energia da área".
Os Estados Unidos querem impedir que o Irã continue com seu programa de enriquecimento de urânio, mesmo o país jurando de pés juntos que o programa nuclear tem fins pacíficos. O aiatolá não especificou qual seria o mau comportamento que poderia gerar a paralisação dos embarques de petróleo, mas acrescentou que a administração iraniana não tem a intenção de entrar em guerra com nenhum governo.
Quem quer guerra são os Estados Unidos. A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, ressaltou que o Irã é muito dependente das receitas do petróleo (realmente, 80% do Orçamento do Irã vem do petróleo) para interromper o fluxo do produto, por isso eles não devem estremecer com a declaração do aiatolá, que acrescentou ainda: "Não somos ameaça para ninguém. Temos o compromisso com nossos interesses e aspirações nacionais".
O problema é que os Estados Unidos têm interesse em barrar os interesses e aspirações de qualquer país que atravesse a sua “autoridade” mundial.
O Irã é um dos 11 membros da OPEP (Organização dos países produtores de petróleo) e produz 3,9 milhões de barris por dia. Os outros 10 produzem juntos pouco mais de 19 milhões de barris. Os Estados Unidos compram 25% do petróleo usado pelos norte-americanos.

2 comentários:

Anônimo disse...

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