26 abril 2006

Crônicas...

Vasculhando alguns disquetes encontrei textos da época da faculdade que gostaria de publicar. Bom, aí vai...
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A tão falada e contestada beleza interior é a maior verdade que conheço. Pessoas consideradas feias quando vistas isoladamente, se sobressaem por um brilho inexplicável na primeira troca de palavras. Conheço algumas pessoas assim. Conheço um homem assim.
Ele é belo como seu amigo de olhos verdes e olhar faminto jamais sonharia ser. Possui olhos negros, que transbordam carinho e solidariedade, além de ter um olhar profundo e extremamente sedutor. O som da sua voz parece feio, desagradável, quando fala com a língua ligeiramente presa. Mas o conteúdo da fala é afável. Não me refiro a palavras de amor, mas a simples conversas rotineiras.
Nada de inconveniente sai de sua boca. Além de ser engraçado e sempre pertinente. Dentre o grupo de pessoas em que o conheci ele é o mais bonito, o mais agradável. No entanto, quem o visse de repente diria que estou louca.
Beleza interior virou título de matéria de revista sobre emagrecimento e vida saudável. Foi ridicularizada em piadas. Ninguém é considerado pelos seus atributos mentais, somente físicos. Não sou hipócrita a ponto de dizer que não caio em tentação quando vejo homens indiscutivelmente belos, com corpos “apolônicos”. Mas sou pretensiosa o bastante para afirmar que valorizo mais a beleza das ações e sei enxergar pessoas realmente ‘belas’ entre um grupo de beldades.
Não exagero sobre as qualidade do homem mais belo com o qual já tive contato. Tenho certeza de que, se eu dissesse que escrevi um texto tendo ele como modelo e lhe mostrasse este rascunho, ele riria e me chamaria de exagerada. Sua modéstia jamais permitiria que concordasse com alguma palavra escrita aqui. Quer dizer, talvez com a parte do “engraçado”. A beleza da alma vem acompanhada, invariavelmente, da real modéstia.

Um comentário:

Luana disse...

Oi Ciça!!
Essa é aquela crônica pro site do jornalexpreess??? Aquele site furado da sala???

Beijos..