04 outubro 2011

AC e RS fecham plano de abrangência nacional da TV Brasil


Com a adesão da TV Aldeia, emissora do Sistema Público de Comunicação do Acre, e a assinatura de convênio com a TV pública do Rio Grande do Sul na próxima sexta-feira, dia 7, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) fecha seu plano de abrangência nacional. O convênio com a emisora acreana foi formalizado na última sexta, com a presença da diretora-presidente da EBC, Tereza Cruvinel.

Com o convênio, além de veicular sua programação local em horários preestabelecidos na grade diária da TV Brasil, as emissoras regionais têm a possibilidade de criar programas para veiculação nacional. “A TV pública não foi feita para disseminar nos estados uma programação de Sul e Sudeste, mas para preservar a identidade regional, por isso, os sistemas públicos estaduais e federal têm que estar de mãos dadas”, afirma Tereza Cruvinel.

“Toda televisão deseja audiência”

A presidente da EBC não tem problemas em falar sobre audiência, embora não revele números. Segundo ela, a programação da TV Brasil vem conquistando espaço a cada semestre, revelando um “gráfico ascendente” de telespectadores, especialmente nas seis horas de programas infantis, carros-chefe da emissora. “A nossa audiência hoje é baixa, mas não é traço, não é zero, há momentos em que a gente lidera na faixa inferior. É tudo muito cedo, muito recente, não podemos admitir retrocessos”, diz Tereza.

Embora ressalte que toda televisão deseja e busque audiência, a presidente da EBC adverte que as emissoras públicas, como acontece em outros países, não devem ser medidas pela mesma régua das comerciais. “Nossa TV deve ser medida pelo valor que agrega à cultura, expressão da diversidade e pelo seu papel na democracia”, finaliza.

04 julho 2011

Friozinho pras bandas de cá!


A "friagem" finalmente chegou ao Acre. Na semana passada já aconteceram alguns dias de frio e nesta madrugada (04) as temperaturas voltaram a cair. Tá, para o pessoal do Sul e Sudeste parece bobagem, mas mínima de 12º C pras bandas de cá, não é brincadeira não! Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia deve ser essa a temperatura mínima na madrugada desta terça. A máxima, diz o Inmet, não deve ultrapassar os 26º C. Os acreanos se preparam com luvas, casacos e cachecóis. E eu, sulista descuidada, tiro da gaveta as meias que restaram.

25 abril 2011

Ah, a amizade...

Alguns sentimentos são doces, bons de sentir. Dá vontade de prolongar a sensação, de testar seu limite, de ver por quanto tempo ele é capaz de nos fazer bem. A gente nunca chega a esse extremo porque alguns sentimentos simplesmente foram feitos pra durar, dar alegria, completude e uma rara certeza.
Duvidamos do amor, questionamos a felicidade, mas confiamos na amizade e em tudo que ela envolve. Não discutimos motivação, futuro, queremos só sentir aquela paz momentânea que se tem ao lado dos amigos. Porque eles suprem nossa necessidade de importância, de pertencimento, de ser único, ao mesmo tempo em que damos tudo isso a eles.
Rimos dos nossos amigos e deixamos que riam da gente. Precisamos, ao menos de vez em quando, declarar o que sentimos, mas não todo dia, não sob pressão. Pros amigos não tentamos ser os mais bonitos, os mais bem informados, bem vestidos. Somos quem somos e eles nos amam assim.
A amizade é mesmo mais interessante e completa que o amor, porque se une a ele com tudo que os dois têm de bom - ainda que carregue pontos negativos, como aquele ciuminho e a necessidade de exclusividade. Nada que comprometa o todo ou nos faça desistir de ser amigos. Porque ser e ter amigos é bom demais! Que outro sentimento nos dá a liberdade de dizer "eu te amo" sem pensar nas consequências? Só mesmo a amizade!

17 abril 2011

Cenas da alagação.

As fotos abaixo foram tiradas no dia 17 de abril, no Bairro 6 de agosto, em Rio Branco, um dos mais atingidos pela alagação. Já são mais de 2 mil desabrigados e 6 mil residências afetadas.





Perdidas na alagação.


(Fotos tiradas em 24 de março de 2011)


Essas casas estão na beira do Rio Acre, ao lado da quarta ponte, em Rio Branco. Sempre pensei como essas pessoas vivem. Agora, com a alagação que atinge a capital, a resposta é: debaixo d´água.


(Fotos tiradas em 17 de abril de 2011)

24 março 2011

Rio Branco em fotos.

                                                    Rio Acre em período de cheia (2010)

                                                        As luzes da ponte de pedestres

                                                      Catedral Nossa Senhora de Nazaré

                                                  Monumento na Praça Plácido de Castro

                                                   Estátuas ao pé da ponte homenageam
                                                                       personagens acreanos

Há muito tempo venho querendo postar fotos de Rio Branco que faço aleatoriamente. Demorei, mas aí estão algumas.

02 março 2011

A Oca.


Voltando ao assunto… Afinal, esse blog foi feito para falar sobre o Acre e fazia tempo que estava fora do foco.

Desde a primeira vez que estive na Oca - Central de Serviço Público de Rio Branco - quero escrever sobre ela. Porque coisa boa a gente tem que espalhar. A Oca foi inaugurada em dezembro passado, no apagar das luzes do governo Binho e, certamente, é uma das suas maiores e melhores obras.
Para quem não conhece, a Oca reúne centenas de serviços de 27 órgãos federais, estaduais e municipais na mesma estrutura, um imenso prédio na rua Quintino Bocaiúva, centro de Rio Branco. Além de linda, é funcional.
Logo na recepção, a Oca já mostra a que veio, com suas recepcionistas prontas a fornecer informações ou simplesmente um "bom dia" aos usuários - o que, freqüentemente, ignoramos, pelo simples fato de não estarmos acostumados a esse tratamento em órgãos públicos.
Hoje estive lá pela terceira ou quarta vez. Demorei uma hora para ser atendida. Esperei, mas esperei em um ambiente limpo, agradável e devidamente climatizado. Lá mesmo emiti a nota que precisava, paguei e recebi o comprovante, mudando apenas de guichê.
Ah, já ia me esquecendo do rapaz que toca violão todos os dias no local - deixando o ambiente ainda mais agradável - e da cafeteria, onde comi um folheado de presunto e queijo com cebola e pimentão que é um arraso. Procurando um lugar para aquele cafezinho da tarde? A Oca. Eu indico!

15 fevereiro 2011

Vinheta da nova marca



Vinheta criada pela Companhia de Selva para o lançamento da nova marca do Governo do Acre. Linda, não?

22 novembro 2010

De Dom Casmurro a “Tropa...”: a perigosa escolha do narrador


Este post é uma releitura (ou reescrita) do publicado aqui em 2007, quando do lançamento do primeiro Tropa de Elite. Atualizei e cortei partes invalidadas pelo segundo filme da série a pedido de uma colega que está produzindo um caderno cultural como TCC. A despeito da montagem rústica acima (não consigo postar!), o post promete surpresa melhor.

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Um relato, por assim ser, precisa ser contado por alguém. Este pode ser um narrador em terceira pessoa que participa da ação, que só observa ou um narrador em primeira pessoa, que conta o que vê - portanto, sua versão. Antes que vocês desistam de ler esse texto, deixo claro que não vou discorrer aqui sobre formas narrativas, mas sim sobre esse último tipo, corajoso, de narrador.
Em novembro de 2007, logo após o lançamento de Tropa de Elite, o primeiro, fiz uma reflexão sobre a escolha do diretor José Padilha pelo narrador Capitão Nascimento. Preocupava-me a maneira como estávamos reagindo ao filme, usando no nosso cotidiano os bordões do Capitão como exemplos de coragem e heroísmo. Daí para acharmos que todas as atitudes do supracitado personagem eram corretas, seria um pulo e ele se transformaria em herói. Um herói que tortura.
Para validar minha teoria, recorri ao melhor e mais polêmico exemplo de nossa literatura no que diz respeito à complexidade de um narrador: Dom Casmurro. Ao expor a visão de Bentinho em primeira pessoa, Machado de Assis também fez uma opção corajosa, com o claro intuito de instigar a interpretação do leitor. Como a visão do narrador tende a ser considerada correta por seu público ou leitores, Capitu passou a ser vista pela maioria como adúltera – e ponto.
De maneira correlata, ao colocar Nascimento como narrador, o diretor José Padilha fez com que muitos de seus telespectadores considerassem a visão do policial como correta. Por ser ele o narrador da história, passamos a pensar que tortura naquele contexto era aceitável e a máxima de que “bandido bom é bandido morto”, verdadeira. Pensando assim, ter o Capitão Nascimento como narrador foi uma opção muito corajosa – e perigosa.
Quem parou para analisar entendeu que José Padilha não queria dizer que Nascimento estava certo em tudo que fez. Aliás, deu mostras de que estava bastante errado – a não ser por sua postura incorruptível. Da mesma forma, Machado de Assis não posicionou Bentinho como um pobre coitado traído pela esposa, mas deixou exposto seu ciúme obsessivo, sufocante. Por serem humanos, com falhas, esses narradores geram ainda mais empatia com o público.
Esse é o perigo e a magia da narração em primeira pessoa, deixar que o leitor/telespectador se posicione na história. Aí, vem o segundo Tropa de Elite e Nascimento já não tortura, mas continua com sua visão considerada por muitos “moralista hipócrita.” Carrega as consequências de suas atitudes, como o afastamento do filho e mantém-se incorruptível – fazendo o que muitos de nós gostaria: denunciar políticos bandidos. A pergunta “herói ou não herói?” parece respondida por José Padilha.
Bentinho não teve direito a uma sequência que o elevasse à categoria de herói ou de bandido, em definitivo. Entrou para a história como o marido obsessivo, traído, com tendência à reclusão. Quanto à Capitu, ficará eternamente a pergunta: adúltera ou não adúltera? Meu marido acha que sim; eu não tenho tanta certeza. Talvez nem mesmo Machado de Assis soubesse.

08 novembro 2010

O Acre na mídia nacional

Neste final de semana comprei duas revistas de circulação nacional: Veja, por pura falta de opção, e Alfa, que está em sua segunda edição, para conferir se seria mais uma publicação masculina com reportagens melhores que as femininas.
Nas duas, por coincidência, havia menções ao Acre. Na Veja, uma matéria sobre o resultado da eleição, sob o título “A Teoria da Árvore em Pé”. A breve matéria não quer dizer muita coisa - como muitas de Veja -, destaca que o tucano José Serra venceu Dilma nas urnas acreanas e Marina, natural do seringal Bagaço.
A matéria traz falas de Jorge Viana, senador eleito pelo PT, e do tucano Tião Bocalom - segundo colocado na eleição para governo - que podem ter sido ditas a qualquer um, uma vez que a Veja tem o péssimo costume de coletar frases aleatórias de discursos proferidos publicamente ou a outras publicações sem comunicar seu autor. Na foto de destaque da matéria, Sérgio Petecão, senador eleito, Bocalom e Geraldo Alckmin, que esteve em Rio Branco em campanha para Serra no segundo turno.
Depois de argumentar sobre o porquê de Serra ter vencido num Estado governado pelo PT há 12 anos, a matéria encerra dizendo que os acreanos preferiram a "teoria da árvore em pé". A frase, que dá título à matéria, expõe a conclusão do autor da matéria sobre o discurso de Bocalom: "Prefiro um árvore no chão e uma família com casa para morar".
Digamos que nada é bem assim...

Na Alfa, a matéria não é exatamente sobre o Acre, trata dos rituais com uso da ahyuasca e como eles têm se disseminado nas grandes capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo. Como muitos já sabem, o uso desse chá feito com de plantas alucinógenas (herança indígena) tem origem no Acre, com o chamado Santo Daime. Na foto de página inteira que abre a matéria está o acriano (assim mesmo, com “i”), Fabiano Pane, vestido com trajes indígenas, responsável por um desses rituais no Rio.

*Só para responder à dúvida por mim suscitada, a Alfa é, sim, mais um revista masculina com reportagens melhores que as publicações femininas.